Mulheres francesas vivem em caverna para escapar de radiação eletromagnética


20/1/2012
Com certeza você já leu ou ouviu em algum lugar que a radiação eletromagnética a partir de telefones celulares e outros dispositivos são prejudiciais aos seres humanos – algumas reportagens arriscam dizer que podem causar câncer.
Se você não acredita que isso é possível, conheça a história de duas mulheres francesas que estão vivendo em uma caverna para fugir desses raios “do mal”.
Anne Cautain e Bernadette Touloumond sofrem de reações de hipersensibilidade a radiações eletromagnéticas. Afirmam ser eletrossensíveis.
Os sintomas incluem dores de cabeça insuportáveis e uma queimação terrível, tanto que elas não conseguem viver no mundo “normal”.
Depois de tentar várias outras opções, uma caverna tornou-se a melhor opção para elas viverem. A caverna está localizada fora da cidade de Beaumugne, à beira do planalto Vercors, na França.
Para obter acesso à área, uma pequena escada precisou ser redimensionada e agarrada a uma corda. Uma placa “Celulares Proibidos” é exibida na encosta.
Anne diz que não pode estar perto de qualquer tipo de ondas eletromagnéticas, que podem ser de Wi-Fi, telefones celulares ou fios de alta tensão. Ela foi a primeira a se estabelecer na caverna , e agora faz 3 anos que está lá.
Ela se tornou alérgica à radiação em janeiro de 2009, quando Wi-Fi foi instalado na universidade onde trabalhava. Ela então começou a procurar por zonas sem essa radiação.
Por um tempo, Anne passou a noite dormindo em seu carro em um estacionamento suburbano. Logo, a radiação se espalhou para lá também. A caverna foi a única opção que lhe restou.
Bernadette se juntou a ela um pouco mais tarde. Elas recebem outros visitantes de tempos em tempos que vêm lá pela mesma razão, para escapar da radiação da qual seus corpos são alérgicos.

Embora a vida seja melhor para elas na caverna, as mulheres ainda não têm acesso ao ar livre ou à luz solar, coisas que mais sentem falta.


No interior das cavernas, elas têm algumas tábuas no chão para ajudá-las a manter seus pés secos.
Lonas de plástico no teto mantêm a umidade longe. Elas têm camas e uma mesa com algumas velas. Não há calor ou eletricidade. As mulheres cultivam seu próprio alimento orgânico fora de suas cavernas – maçãs, peras e abobrinhas.
Muitas pessoas pensam que elas são loucas. As mulheres já perderam alguns amigos e família por causa da condição.
A doença, no entanto, é muito pior do que você pode imaginar. Hipersensibilidade eletromagnética, ou EHS, agora é aceita como doença legítima. No entanto, o número de pessoas que sofrem com a condição é muito pequeno.
Anne diz que não adora seu estilo de vida. “Mas não tenho escolha. Em qualquer outro lugar, é um inferno”, explica. [OddityCentral]

Por Natasha Romanzoti 

Nenhum comentário:

Postar um comentário